Como as Pesquisas Zero-Clique Estão Transformando o Marketing?

Você já percebeu que, muitas vezes, faz uma pesquisa no Google e não clica em nenhum resultado? Quem trabalha com marketing digital ou SEO já sente o impacto dessa nova tendência mesmo sem ver números exatos. O fenômeno conhecido como “zero-clique” está mudando não só a forma como as pessoas buscam informações, mas também como as empresas pensam sua presença digital, campanhas de conteúdo e performance. Antes, conseguir o clique era sinal de sucesso. Hoje, talvez nem seja mais esse o objetivo – ou pelo menos não como antes.

Neste artigo, vamos olhar o que realmente está mudando com as pesquisas zero-clique. O quanto elas afetam as estratégias de negócios, por que isso acontece e o que esperar no futuro. Acompanhe esse cenário, repleto de novidades (e de dúvidas, por que não?), e descubra como marcas focadas em dados, como a Perika, adaptam e transformam desafios em oportunidades de crescimento concreto.

O que são pesquisas zero-clique?

Pesquisas zero-clique acontecem quando o usuário faz uma busca e resolve sua dúvida sem clicar em nenhum dos links apresentados na página de resultados do Google. É aquela resposta rápida, direta, entregue ali mesmo na parte de cima da SERP, seja por meio de caixas de resposta, mapas, snippets, cards de clima, calculadoras, cotações, entre outros recursos.

“Ganhar a atenção já não significa ganhar o clique.”

Esse comportamento não é o mesmo do usuário de cinco ou dez anos atrás. Se antes “posicionar no topo” era quase garantia de tráfego, agora muitas queries já são solucionadas dentro do próprio Google.

E há dados concretos que comprovam como esse cenário está se consolidando.

Estatísticas das pesquisas zero-clique

Um grande estudo envolvendo 20.000 usuários buscou entender, de fato, como as pessoas interagem com a SERP e como distribuem seus cliques em diferentes dispositivos. Os dados levantados são surpreendentes: 64,82% das buscas no Google não resultam em cliques. E, ao segmentar por dispositivo, vemos:

  • 57% das buscas em dispositivos móveis viram experiências sem cliques
  • 25,6% em desktops resultam em zero-clique

Números assim não são exceção. Outros relatórios destacados pela Folha de S.Paulo reforçam: mais da metade das buscas terminam sem gerar tráfego para nenhum site.

Isso evidencia o quanto a presença do negócio na SERP deve ser pensada além do clique tradicional. O resultado visual, o posicionamento e até a riqueza dos snippets contam muito mais do que antigamente.

Tela do Google mostrando destaque de resposta direta, sem cliques O comportamento do usuário no zero-clique

Antes de pensar em estratégias, precisamos entender o que o usuário faz após digitar sua busca. O mesmo grande estudo que observou 20.000 pessoas, mapeou cinco principais categorias de ações após a pesquisa:

  1. Cliques orgânicos: O tradicional, clicar em um resultado natural. Ainda está vivo, mas menos frequente.
  2. Cliques pagos (anúncios): Muitos convertem pelo link patrocinado logo no topo, principalmente em segmentos transacionais.
  3. Cliques do Google (sem mudança de URL): Exemplo disso são interações como abrir o mapa, expandir informações ou usar widgets na página.
  4. Mudança de palavra-chave: O usuário reformula a busca em vez de clicar, especialmente em mobile.
  5. Nenhuma ação: A busca termina ali mesmo; o usuário sai do Google, fecha a aba ou faz outra coisa.

Importante notar: a maioria das decisões ocorre em menos de 15 segundos. O usuário bate o olho, entende imediatamente e, se não for muito “chamativo” ou pertinente, simplesmente ignora os links. Proveito? Apenas dos resultados realmente bem trabalhados.

“É na primeira impressão da SERP que tudo se decide.”

Isso mostra que a busca por performance exige atenção a cada ponto de contato na jornada. Não basta ser útil, é preciso ser irresistível em segundos.

Por que essa mudança está acontecendo?

O próprio Google, ao longo dos anos, vem expandindo recursos nas páginas de resultados. O objetivo declarado? Otimizar a experiência do usuário, tornando-a mais rápida e resolutiva.

Dados de um estudo da Bain & Company apontam que 80% dos consumidores confiam em respostas geradas por inteligência artificial para pelo menos 40% de suas buscas. Isso revela não só uma demanda do público, mas uma disrupção na relação entre consumidor, buscador e produtores de conteúdo.

Outro levantamento, publicado na Affde, indica que 72% dos executivos de marketing já veem a IA como fator decisivo nos próximos anos. A própria SERP virou palco de disputa por atenção — uma espécie de site instantâneo, moldado na hora e de acordo com a intenção do usuário.

As diferenças entre desktop e mobile

No universo mobile, as buscas zero-clique são ainda mais frequentes. Por que? Simples: limitações de tela, rapidez buscada e comportamento multi-tarefa.

  • Usuários de celular mudam as palavras-chave mais rápido, refinando a busca sem sequer tocar nos resultados apresentados.
  • No desktop, a navegação é mais detalhada, permitindo uma análise mais lenta e cuidadosa dos resultados antes do clique — o que mantém o índice de zero-clique menor.

Além disso, a presença maciça de recursos como mapas, cards de empresa, horários de funcionamento e atalhos para apps (delivery, transporte, etc.) tornam cada vez menos necessário sair do Google para resolver a vida.

“A agilidade do mobile pede respostas cada vez mais instantâneas.”

Gráfico comparando comportamento de busca em desktop e celular Impactos na estratégia de SEO – mudou tudo?

Quem trabalha com SEO sente rapidamente: mesmo subindo no ranking, o volume de tráfego cai ou estagna. Fica a pergunta, então: vale mesmo investir tanta energia em otimização de busca?

A resposta vai depender do tipo de busca — e, principalmente, do posicionamento do site na página. Para buscas informacionais simples (“que horas são em Nova York?” ou “previsão do tempo hoje”), as chances são mínimas. Mas, para buscas comparativas, transacionais ou aquelas que exigem maior aprofundamento, o clique ainda é necessário.

Ou seja: a estratégia de SEO da Perika foca cada vez menos em palavras-chave “óbvias” e mais em tópicos e contextos amplos, em formatos diferenciados (FAQ, listas, conteúdos visuais, dados exclusivos). Definir prioridades passa por entender a jornada completa — onde é possível brilhar na própria SERP e onde ainda há margem para conquistar o clique.

Presença visual e técnicas avançadas

Não é exagero afirmar: a guerra está nos detalhes visuais. Snippets bem estruturados, reviews, avaliações, imagens personalizadas, dados organizados… Tudo isso faz diferença.

  • Heading tags bem construídas favorecem o destaque e a escaneabilidade (como heading tags impactam o SEO do seu site).
  • Conteúdos extensos, mas divididos em tópicos claros.
  • Integração com schema.org e dados estruturados para aumentar as chances de aparecer em cards especiais.
  • Respostas rápidas e objetivas (parágrafos curtos, listas, bullets).

O trabalho da Perika, por exemplo, costuma ir além de só “atrair cliques”: desenhamos experiências completas, pensando desde o snippet até a jornada dentro do site, cruzando com dados de tagueamento e análise para entender como os usuários reagem e o que buscam de fato.

O Google está só ouvindo o usuário ou desviando tráfego?

É uma dúvida legítima. Por um lado, os recursos surgem para facilitar a vida do público. Por outro, limitar o acesso aos sites de terceiros traz consequências.

Se a maior parte das buscas termina sem visita, quem investe em conteúdo pode se sentir prejudicado. A verdade, provavelmente, está no meio do caminho: tanto há uma demanda real por respostas diretas, quanto existe um benefício claro para o buscador em concentrar atenção ali mesmo.

“No novo SEO, ganhar o clique é privilégio — não obrigação.”

E talvez, diante desse cenário, a melhor pergunta seja: como criar valor mesmo quando não há clique? Marcas que se posicionam bem, que aparecem em snippet ou em localizações-chave, fortalecem sua imagem, credibilidade e são lembradas, mesmo quando o contato é só visual.

O papel da análise de dados e mensuração

Com tantas mudanças, a única certeza é que nada pode ficar no “achismo”. Ferramentas de mensuração, como aquelas implementadas de ponta a ponta pela Perika (com forte uso de Google Tag Manager e análises customizadas), são as reais fontes de decisão.

Medir performance, fluxos, engajamento visual e identificar gargalos virou prioridade. Afinal, o que antes funcionava pode não refletir mais o que acontece na prática. Descobrir se sua página está concorrendo por espaço relevante na SERP, entender por que um snippet não gera tráfego e testar abordagens visuais é o novo desafio (mas, ao mesmo tempo, a nova oportunidade).

Como as empresas devem (re)pensar sua estratégia digital

Apostar só no velho funil digital, esperando que o usuário pesquise, clique, navegue e converta, é apostar em um modelo que já não entrega o que promete para muitos segmentos. O sentido hoje é ampliar horizontes: presença em múltiplos canais, conteúdo visual, interatividade e, também, foco no micro-momento — quando o usuário faz uma busca local, por exemplo, e resolve tudo em segundos.

Não é coincidência que 97% dos usuários buscam online uma empresa local antes de qualquer contato presencial — e boa parte faz isso via busca zero-clique, resolvendo ali mesmo endereço, telefone, horário ou meio de pagamento.

Busca local mostrando mapa, telefone e informações sem clicar O resultado? O tráfego para o site pode até diminuir, mas o contato e as vendas não necessariamente caem. A presença visual estrategicamente calibrada passa a ser tão valiosa quanto (ou mais que) o próprio clique.

O futuro das pesquisas e a relação com o CRO

Se atrair o clique ficou mais difícil, converter ficou ainda mais desafiador. Por isso, integrar o pensamento de CRO (conversão) desde a busca até o contato chega a ser obrigatório para quem quer crescer.

Empresas como a Perika, que unem leitura de métricas com metodologias de ajuste rápido, conseguem responder melhor ao novo cenário, porque entendem onde está cada perda na jornada. O papel do CRO deixa de ser só “mudar botão de cor” para virar um processo contínuo de remoção de atritos, desde o snippet até o formulário ou finalização da compra (ações mais aprofundadas de conversão em nosso site).

Jornada de conversão se iniciando dentro da SERP com destaque visual Enfim, talvez não exista resposta definitiva para o dilema (Google serve ao usuário ou limita concorrentes?). O que existe, de fato, é a necessidade de estar presente em todos os micro-momentos, de forma clara e estratégica — e isso passa por investimento constante em dados, análise de contexto e posicionamento visual.

Reflexão final: e agora, como agir?

A ascensão das pesquisas zero-clique exige um novo jeito de pensar a presença digital. Não adianta lutar contra o fluxo — é preciso se adaptar, entender o comportamento do público e construir presença visual que gere lembrança e, principalmente, resultados concretos.

Se você quer transformar o desafio das buscas “zero-clique” em oportunidades de crescimento, o caminho é usar dados, pensar de forma integrada e buscar diferenciais em experiência e performance. É isso que fazemos todos os dias na Perika: aliando exigência técnica com visão de negócio, para entregar resultados que vão além do mero clique.

Para saber mais sobre como fortalecer sua marca e gerar resultados de verdade nesse novo cenário, experimente conhecer melhor nosso trabalho em SEO e nossa abordagem diferenciada em otimização de conversão. Cada contato é um passo para fazer seu negócio crescer — mesmo que o clique não aconteça.

“No mundo do zero-clique, só fica invisível quem não se adapta.”

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Fundada em 2020, a Perika é uma agência de desenvolvimento web com um foco global, especializada em criar soluções digitais personalizadas. Com um compromisso inabalável com a excelência, a Perika ajuda empresas a expandirem sua presença online e alcançarem novos patamares de sucesso.

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